terça-feira, 27 de julho de 2010

Meus caros...

Estranho, mas pensar em relacionamentos, de uma maneira geral, tem me tornado mais crítico com relação as pessoas, crítico, não seletivo, até porque quem sou eu para sair selecionando as pessoas.
Sinceramente tenho tido preguiças de alguns exemplares bem comuns, aqueles “ não tenho nada de especial, a não ser as roupinhas de marca que visto, ou os produtinhos da moda que estou usando”. Não quero ficar ao lado de alguém que quer discutir pessoas, não me interessa nem um pouco qual a última tirada da Lady Gaga, ou se a pessoa está adequadamente vestida para a ocasião, ou ao ambiente, não me interessa se sua orelha é de abano, se você está gordo ou magro demais, se chama atenção ou passa despercebido.
Talvez essa maneira de pensar seja mais uma das minhas inúmeras fases, porém dessa vez acredito que há algo de mais concreto. Espero mais das pessoas que me cercam, mas nada no sentido material, ou afetivo, não me importa o que está vestindo, mas sim quem está vestindo, nem se aquele corpo esta em forma, mas sim de quem é aquele corpo. Sinto a necessidade de seres que tenham algo para dividir, histórias para contar, das quais eu possa levar um pouquinho comigo, de uma música nova que me apresente, porque com certeza em algum momento irei lembrar daquilo.
Você pode estar de havaianas, mas se você tiver algo interessante para contar, o mundo para pra te ouvir, tudo que você sabe não faz sentido se continuar guardado, a partir do momento que você divide um pouquinho do que você é, do seu intelecto, da sua cultura, essas coisas se tornam valiosas, pelo menos para alguém, não será todo mundo que deixará o que você tem para contar passar despercebido.
Vá tente, ganhe, perca, conquiste, arrisque, e depois me conte tudo, eu quero ouvir o que você tem a dizer, TENHA HISTÓRIAS PARA CONTAR.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Eu to levando tudo de mim, que é pra não ter razão pra chorar."

Até então a vida seguia seu curso normal...Estava rodeado de bons amigos, indo em festas e viagens inesquecíveis, correndo na faculdade, trabalhando em um emprego satisfatório e até, depois de alguns anos sem me apaixonar, estava sentindo borboletas no estômago.
Com relação aos amigos, os velhos e bons companheiros estavam todos presentes, e até alguns que haviam sumido por algum tempo vieram a tona. Como é bom ter com quem contar, dar risada, virar noites, tomar chimarrão, café, conversar, ou simplesmente ficar calado só fazendo companhia. Mas também haviam aquelas pessoas que surgiram , ou que até já conhecia, mas o contato de amizade foi estabelecido a pouco tempo, pessoas que estão fazendo parte, daquela que tenho certeza, que é a melhor época da minha vida.
Com relação as festas e viagens, sem meus velhos amigos e as pessoas especiais que surgiram na minha vida, não teria graça alguma. Encher os carros e pegar a estrada para acampar junto a um bando de malucos, subir morros e encontrar lugares paradisíacos, tomar uma cerveja no havana toda noite, ir ao cinema, sair para fotografar, virar a noite dançando, ou correr atrás de um bloco de carnaval... Com vocês as efusividades, os “PTs”, as brigas compradas, as aulas matadas, tudo isso tem uma justificativa, e uma causa nobre explicita, ser feliz.
Com relação a faculdade, nunca fui um exemplo de bom aluno, porém nunca tirei notas ruins, sou do tipo que deixa pra última hora, que implora um décimo, que se desespera no final do semestre assim como qualquer mortal. Sou o meio termo, que estuda, que sabe da importância daquilo ali, mas que faz parte do lado negro da força, rs, junto a uma meia dúzia de acadêmicos do mesmo padrão, faz as festas, agita, se empenha e faz as coisas acontecerem.
Com relação ao trabalho, acredito que estou passando por uma fase feliz, quando estou tatuando não vejo o tempo passar, só consigo prestar atenção nas linhas, nas formas e nas cores, e quanto melhor eu fizer, mais procurado e reconhecido serei, não importa se é uma estrela de 2 cm ou um fechamento de costas, a satisfação em ver o trabalho concluído é a mesma.
Com relação a apaixonar-se, entramos em um campo um tanto quanto conturbado para um escorpiano, um rolinho aqui outro ali, nada que me fizesse ao menos imaginar um relacionamento com tais pessoas, porém, depois de um ano e meio, uma pessoa que mexeu muito comigo reapareceu. Doce, bonita, atenciosa, sensual, e o melhor solteira, rs. Não consegui esconder o interesse, a atração, e a vontade de doar-me, comecei imaginar e fantasiar como seria, nos lugares que ia queria que estivesse lá, queria tempo livre para não fazer nada e só ficar pensando, no entanto, o sentimento de liberdade por parte dessa pessoa, fez com que inúmeras dúvidas brotassem, e com isso senti medo, medo de querer, perder e sofrer...E quando penso em sumir, o telefone vibra, com mensagens de bom dia, e desisto de desistir.

Mas hoje estou com um (ou vários) daqueles sentimento que não se pode explicar, extremamente feliz, mas angustiado, por deixar durante dois anos, tudo que até agora me fez muito feliz, pela vontade de arriscar vôos mais altos. Começo um novo semestre e uma nova fase na minha vida...
Coimbra – Portugal. País novo, cidade nova, universidade, pessoas. É como formatar-se, mas deixar salvo tudo aquilo que realmente importa.